A CONTRIBUIÇÃO DO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR DOS ALUNOS DO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM QUÍMICA DO IFG/ANÁPOLIS
Resumo
Introdução
Este estudo trata da importância do auxílio estudantil para os estudantes do ensino médio. A política de assistência estudantil anseia atender a todos os estudantes, com enfoque naqueles que possuem desvantagens socioeconômicas. As ações de assistência estudantil mais comuns e mais antigas são aquelas relacionadas à oferta de alimentação e moradia (TAUFICK, 2013). As ações de assistência estudantil devem considerar a necessidade de viabilizar a igualdade de oportunidades, contribuir para melhoria do desempenho acadêmico e agir, preventivamente, nas situações de retenção e evasão decorrentes da insuficiência de condições financeiras (TAUFICK, 2013). Um dos fatores que desencadeou a pesquisa foram as queixas de alguns estudantes em relação ao atraso do auxílio, de modo que o tema se mostrou relevante. Assim, o problema de pesquisa é: Qual o impacto do auxílio alimentação para os alunos do ensino médio?
Objetivos
Geral: analisar a contribuição do auxílio alimentação na vida escolar dos estudantes do curso Técnico em Química do IFG-Campus Anápolis. Os específicos são: traçar o perfil dos estudantes beneficiários do auxílio, verificar como o auxílio, ou a falta dele, impacta o cotidiano escolar dos estudantes.
Metodologia
A abordagem do estudo é quantitativa, caracterizando-se como pesquisa descritiva e bibliográfica. A coleta de dados foi por meio de questionários. A amostragem é não probabilística e por conveniência, constituída por 36 alunos do ensino médio do curso técnico em Química: 15 do 1º ano, 9 do 2º ano e 12 do 3º ano. A aplicação dos questionários ocorreu no mês de agosto de 2019. A tabulação de dados foi através de planilha eletrônica excel; os dados foram analisados a partir da análise de conteúdo.
Resultados e Discussão
Por intermédio da pesquisa, foi possível observar a predominância do sexo feminino entre os estudantes (23); a idade em destaque é de 17 anos (17); são todos solteiros (36); a renda mensal dos pais é de um à dois salários mínimos (13); nenhum dos estudantes desempenham qualquer tipo de função remunerada (36); o meio de transporte utilizado da casa para a escola é o ônibus (30). (Quadro 1)
Quadro 1: Perfil dos estudantes
Variáveis
Respostas
%
Sexo
Feminino
Masculino
64
36
Idade
17 anos
44
Estado cível
Solteiro
100
Remuneração
Entre 1 e 2 salários mínimos
36
Não trabalham
Não
100
Meio de transporte para a escola
Ônibus
83
Fonte: Elaborado pelos autores.
No tocante a contribuição do auxílio alimentação, a análise revelou que uma quantidade majoritária de alunos não compram a refeição (almoço) com o auxílio, pois trazem de suas residências; eles utilizam o dinheiro do auxílio para despesas pessoais; não passam necessidade quando o auxílio alimentação atrasa ou falta; os estudantes concordam que há um aumento no rendimento escolar após a alimentação; a maioria concorda parcialmente que há influência do auxílio em sua permanência no curso; em relação ao valor do auxílio, a maioria respondeu que não é suficiente nem insuficiente. (Quadro 2)
Quadro 2: Utilização do auxílio alimentação
Utilização
Frequência
%
Almoço da residência
25
69
Despesas pessoais
13
36
Se passou necessidade pelo atraso no auxílio
23
64
A falta do auxílio afeta a permanência no curso
11
31
Melhora do rendimento escolar após se alimentar
21
58
Valor do auxílio alimentação
13
36
Fonte: Elaborado pelos autores.
Conclusão
A maioria dos estudantes não dependem exclusivamente do auxílio para a alimentação, o dinheiro do benefício é usado em grande parte para suprir despesas pessoais, embora tenham declarado baixo rendimento familiar, e que a falta do auxílio afeta parcialmente sua permanência no curso.
Referências
TAUFICK, Ana Luiza de Oliveira Lima. A avaliação da Política de Assistência Estudantil nos Institutos Federais para o PROEJA. Juiz de Fora, 2013. 127f. Dissertação (Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública) Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, 2013.