AS TRANSPORTADORAS NA CADEIA DE SUPRIMENTOS EM ANÁPOLIS-GOIÁS

  • SELMA MARIA SILVA IFG
  • Jefferson Soares da Silva
  • Dineles Rodrigues Vieira
  • Milena Souza Cavalcanti

Resumo

Introdução


Anápolis é um dos principais municípios de Goiás. A economia da região abriga setores dinâmicos e com alta representatividade econômica. O setor industrial é diversificado, constituído por empresas do ramo industrial, prestadoras de serviços e comércio atacadista. As empresas têm atividades diversificadas como: farmacêutico e químico; montadora de veículos; alimentícios; dentre outras. Assim, não se pode desconsiderar o importante papel da região no setor logístico.  Além do aeroporto de cargas, rodovias federais e a Ferrovia Norte-Sul, o município tem em vista, a criação de uma Plataforma Logística Multimodal para se firmar como entreposto comercial. A infraestrutura logística e a localização privilegiada da região, fez desta um ponto de ligação com outras regiões produtoras de matérias primas, mercados consumidores e terminais de exportação. A busca por melhoria nos processos logísticos pode contribuir ainda mais na eficiência e eficácia empresarial das empresas locais. Segundo Ballou (2006) a logística consiste no conjunto de atividades destinadas a movimentar e armazenar materiais, produtos, mercadorias, facilitando o fluxo destes do ponto de aquisição até o ponto de consumo final. Já a cadeia de suprimentos representa o conjunto de empresas (elos) formados por fornecedores, transportadores, indústrias, atacadistas, distribuidores e varejistas envolvidos no atendimento de um pedido ao cliente (MAIA et al., 2005). O estudo fez um recorte das empresas, focando apenas as transportadoras, buscando responder às seguintes questões: onde estão instaladas as empresas de transporte de cargas em Anápolis? Quais atividades essas empresas realizam?


 


Objetivos


Geral: identificar as empresas transportadoras de cargas em Anápolis-GO. Específicos: traçar o perfil das empresas, descrever suas atividades logísticas.


 


Metodologia


Este estudo é descritivo com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário desenvolvido no Google docs e enviado aos gestores de 182 empresas por Whatsapp, conforme lista fornecida pelo Sindicato das empresas de transportes rodoviários de Anápolis (SETRAN). Ao final do período de coleta de dados, retornaram 14 respostas válidas. A amostra é não probabilística, do tipo intencional. Os questionários foram tabulados em planilha Excel e apresentados através de tabelas e quadros.


 


 


Resultados


Dentre as 14 empresas pesquisadas, todas são Empresas de Transporte de Cargas (ETC); são de médio porte; empregam de 50 a 99 funcionários; a maioria estão instaladas no Distrito Agroindustrial de Anápolis – DAIA. Atuam há mais 10 anos na região; tem atuação em nível nacional; muitas delas possuem filiais espalhadas por vários estados do país. O faturamento varia de 5 milhões ou mais (Quadro 1).


 


Quadro 01 – Resumo do Perfil das empresas pesquisadas em Anápolis- Goiás


Fonte: Elaboração dos autores.






Varáveis investigadas




Características encontradas




%






Perfil típico




Empresa de Transporte de Cargas




100,0






Tamanho das empresas




Médio Porte




35,7






Número de empregados




50 a 99




35,7






Local onde estão instaladas




DAIA




43,0






Tempo de atuação




Mais de 10 anos de mercado




71,5






Área de atuação




Nível nacional




64,3






% de Empresas com filiais e estado da localização das filiais




Filiais: Goiás, Paraná, Goiânia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará, Bahia, Piauí, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal




42,8






Faturamento




5 milhões ou mais




21,4






 


Todas as empresas realizam a atividade de transporte de cargas, 100%; quatro (28,6%) operam com serviços de armazenagem; duas (14,3%) com terceirização de frota; e uma (7,1%) realiza as atividades de terceirização de armazém e controle de estoques. Para classificar as empresas, utilizou-se o número de atividades desenvolvidas, agrupadas em três grupos: 1) baixa atividade logística - quando realizam apenas uma atividade; 2) média atividade logística - quando desenvolvem duas atividades; e 3) alta atividade logística- quando executam três ou mais atividades. Dez empresas (71,5%) têm baixa atividade logística, sendo apenas transportadoras, três empresas (21,4%) estão com média atividade, enquadrando-se entre transportadora e operador logístico; e uma empresa (7,1%) tem alta atividade, classificando-se como operador logístico, pois realiza transporte, controle de estoques e armazenagem. Algumas empresas também prestam serviços complementares, como consolidação de carga (cinco empresas – 35,7%) e unitização de carga (duas empresas – 14,3%).


 


Conclusão


Constatou-se que as empresas são de médio porte, a maioria estão instaladas no DAIA, atuam há mais de uma década na região, tem abrangência nacional e como atividade principal o transporte de cargas. A contribuição deste estudo consiste em prover informais sobre um segmento pouco investigado, e por se tratar de um estudo local numa cidade que é referência em logística no estado de Goiás e no Brasil. 


 


Referências


BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2006.


MAIA, Jonas Lucio; CERRA, Aline Lamon; ALVES FILHO, Alceu Gomes. Inter-relações entre estratégia de operações e gestão da cadeia de suprimentos: estudos de caso no segmento de motores para automóveis. Gestão & Produção, v. 12, n. 3, p. 377-391, 2005.

Publicado
2019-12-04
Como Citar
SILVA, SELMA MARIA et al. AS TRANSPORTADORAS NA CADEIA DE SUPRIMENTOS EM ANÁPOLIS-GOIÁS. SECITEC - IFG - ANÁPOLIS, [S.l.], dez. 2019. Disponível em: <https://computacaoifg.com.br/gcisub/index.php/secitecana/article/view/89>. Acesso em: 27 mar. 2026.